Marcopolo acelera expansão na Europa: entenda a estratégia internacional da POMO4

Marcopolo acelera expansão na Europa: entenda a estratégia internacional da POMO4

Quando falamos em empresas brasileiras conquistando mercados internacionais, normalmente pensamos em commodities, bancos ou gigantes do setor de alimentos.

Mas existe uma brasileira de Caxias do Sul querendo estacionar — literalmente — em alguns dos mercados mais exigentes do mundo.

A Marcopolo está ampliando sua presença na Europa.

E não parece ser apenas mais uma tentativa de exportar alguns ônibus e depois voltar para casa contando que conheceu Madri.

A companhia vem construindo uma estratégia de internacionalização que já representa uma parcela importante do seu negócio.

Marcopolo apresenta seu Paradiso G8 para a Europa

Em setembro de 2026, a Marcopolo apresentou na FIAA, em Madri, a configuração definitiva do Paradiso G8 desenvolvida especificamente para o mercado europeu.

O ônibus foi construído sobre o chassi Volvo B13R e adaptado para atender às exigências de engenharia, operação e homologação da Europa.

Esse detalhe é importante.

A Marcopolo não está simplesmente pegando um ônibus brasileiro, colocando-o em um navio e torcendo para que os europeus gostem.

Existe um produto desenvolvido para aquele mercado.

A companhia trabalha com configurações de 12 a 15 metros, versões 4×2 e 6×2 e pretende ampliar gradualmente seu portfólio europeu.

O foco inicial está em Espanha, Itália, França e Portugal.

E já existem clientes

Talvez esse seja o ponto mais importante da estratégia.

A Marcopolo confirmou as primeiras vendas do Paradiso G8 para clientes na Itália, França e Portugal, com entregas previstas para 2027.

Isso não significa que a Europa já tenha se transformado em uma operação gigantesca para a companhia.

Mas existe uma diferença enorme entre dizer “queremos entrar na Europa” e começar a receber pedidos de clientes europeus.

O ônibus também chegou à final do Sustainable Bus Award 2027, premiação relevante da indústria europeia de ônibus.

Para uma empresa brasileira tentando ampliar sua presença justamente em um mercado conhecido por fabricantes tradicionais, é uma bela maneira de bater na porta.

Marcopolo Europa

Marcopolo escolheu uma companhia interessante para tocar a campainha

Volvo.

A expansão europeia está sendo desenvolvida em cooperação com a Volvo Buses.

A parceria havia sido anunciada em 2025 inicialmente para comercialização de ônibus completos na França e na Itália.

O modelo escolhido foi justamente uma versão europeia do Paradiso G8 1200 sobre o chassi Volvo B13R.

Isso reduz uma parte importante do desafio de entrar em um novo continente.

Em vez de construir toda a presença comercial completamente sozinha, a Marcopolo se aproxima de uma companhia que já possui marca, estrutura e relacionamento com operadores europeus.

Para quem está chegando para a festa, não é nada mal entrar acompanhado de alguém que conhece o dono da casa.

A Europa é apenas uma peça de uma Marcopolo cada vez mais internacional

Aqui está o número que considero mais importante para entender a empresa atualmente.

Em 2025, os negócios internacionais representaram 45,4% da receita líquida da Marcopolo.

Um ano antes, eram 36,3%.

As exportações realizadas a partir do Brasil cresceram 31,1% em 2025 e chegaram a R$ 1,14 bilhão.

Ao mesmo tempo, as receitas das unidades fabris localizadas fora do Brasil cresceram 32,3%, alcançando R$ 2,96 bilhões.

Somadas, exportações e operações internacionais movimentaram aproximadamente R$ 4,1 bilhões naquele ano.

Ou seja: quando olhamos para a Marcopolo atual, estamos cada vez menos diante de uma companhia dependente exclusivamente do mercado brasileiro.

De Caxias do Sul para as estradas europeias

Existe algo interessante acontecendo com a Marcopolo.

A companhia já provou que consegue fabricar ônibus.

Agora está tentando provar que consegue transformar uma marca brasileira em uma plataforma global de mobilidade.

Quase metade de sua receita de 2025 já esteve relacionada ao exterior. O Paradiso G8 ganhou uma versão especificamente desenvolvida para a Europa. As primeiras vendas para Itália, França e Portugal já aconteceram. E Espanha também está entre os mercados prioritários da companhia.

Não sabemos ainda qual será o tamanho da Marcopolo na Europa daqui a cinco ou dez anos.

Mas uma coisa está clara:

o próximo ponto de parada da Marcopolo fica cada vez mais longe de Caxias do Sul.

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A Marcopolo é uma daquelas empresas que, enquanto continuar demonstrando eficiência, capacidade de execução e, principalmente, fome por novos negócios, pretendo continuar acompanhando de muito perto como investidor.

Gosto de empresas que não ficam paradas esperando o mercado acontecer. E vejo exatamente isso na Marcopolo: expansão internacional, novos produtos, novas geografias e uma companhia brasileira disposta a disputar espaço com gigantes fora de casa.

Na minha avaliação pessoal, o mercado ainda não reconhece todo o valor que existe nesse negócio. Por isso, dentro da minha estratégia e respeitando meus critérios de análise, continuo aumentando gradualmente minha participação na companhia.

Não compro apenas um código chamado POMO4. Gosto de entender o produto, acompanhar os ônibus nas ruas, observar os movimentos da gestão e enxergar para onde a empresa está tentando levar o negócio.

Enquanto essa eficiência e essa vontade de crescer continuarem aparecendo nos resultados, pretendo seguir trilhando minha trajetória como investidor ao lado dessa gigante brasileira.

E hoje deixo uma pergunta:

você já conhecia o tamanho da Marcopolo e sabia que essa gigante brasileira está levando seus ônibus para cada vez mais lugares do mundo?

Economia


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