Radar Tecnológico

Radar Tecnológico

Alibaba está tentando construir sua própria cadeia completa de IA. A empresa apresentou o Zhenwu V900, chip desenvolvido pela T-Head que, segundo a Alibaba, entrega cerca de três vezes o desempenho do antecessor. Também anunciou que pretende treinar um modelo de 5 a 10 trilhões de parâmetros e quer superar 20 GW de capacidade de data centers até 2032. O chip deve entrar em produção em massa no início de 2027. As ações da companhia chegaram a subir cerca de 5,1% hoje.

Apple entrou em uma frente diferente da guerra da IA: fazer IA pesada localmente. A empresa apresentou novos Macs de alto desempenho direcionados também a desenvolvedores e empresas que hoje pagam grandes contas de computação em nuvem. A demonstração mais interessante foi colocar quatro Mac Studios trabalhando juntos para executar um modelo de 1 trilhão de parâmetros, segundo a Reuters.

Microsoft deu um passo concreto em computação quântica. Hoje a empresa anunciou que a DARPA, agência de pesquisa do Departamento de Defesa dos EUA, terá acesso presencial ao hardware quântico mais recente da Microsoft em um novo centro de pesquisa em Maryland, desenvolvido com participação da Universidade de Maryland e parceiros

E apareceu hoje um sinal financeiro que eu considero ainda mais importante para o Finanças com Café. Investidores do mercado de títulos estão começando a exigir remuneração maior para absorver a enorme quantidade de dívida relacionada à infraestrutura de IA. Segundo a Reuters, a emissão de dívida dos chamados hyperscalers pode chegar a aproximadamente US$ 420 bilhões no próximo ano, cerca de 60% acima de 2026

Nota do Editor

Hoje tenho ainda mais certeza de que as grandes empresas globais de inteligência artificial caminham em busca de uma independência cada vez maior — da infraestrutura e dos chips até o produto que chega ao consumidor.

Esse movimento tende a ampliar a concorrência e pode dificultar a formação de um cenário em que poucas empresas, especialmente as norte-americanas, controlem sozinhas o futuro da inteligência artificial.

Também acompanho com enorme entusiasmo o avanço da computação quântica. Até onde podemos chegar? Quanto seremos capazes de processar? Vivemos um período extraordinário da evolução tecnológica humana, e talvez estejamos apenas começando a compreender as possibilidades que estão diante de nós.

Mas tamanho avanço precisa vir acompanhado de responsabilidade. Se queremos construir um futuro realmente próspero, precisamos pensar em energia limpa, sustentabilidade e no impacto que toda essa infraestrutura terá sobre o planeta. A humanidade precisa deixar de agir apenas como consumidora dos recursos da Terra e aprender a estabelecer uma relação quase simbiótica com ela: evoluir, produzir e inovar sem destruir aquilo que sustenta nossa própria existência.

Particularmente, não tenho medo da inteligência artificial. Vejo uma sociedade em transformação e acredito que, quando bem utilizada, a IA pode nos tornar mais produtivos, ampliar nosso acesso ao conhecimento e potencializar nossa própria inteligência.

Talvez a grande questão deste momento não seja até onde a inteligência artificial pode chegar, mas até onde nós conseguiremos chegar com ela.

A pergunta de hoje é: estamos caminhando para uma era de possibilidades praticamente ilimitadas ou, em algum ponto dessa corrida, encontraremos consequências que ainda não conseguimos enxergar?


Política de Privacidade·Termos de Uso·Contato
Finanças com Café · CNPJ 65.958.146/0001-90